Arts

Vivente Andante traz conversas que fluem sobre arte e cultura pelas ondas sonoras de um mar abstrato. Viver é trocar conhecimento, escutar, aprender e partilhar. Um programa canalizado através do jornalista Alvaro Tallarico.

Episodes

Negra Jaque, é uma rapper do Rio Grande do Sul, que acredita que a mulher brasileira é quem segura o Brasil. No seu último álbum "Diário de Obá", com o nome da Orixá que representa a força da mulher negra, procura mostrar como é importante o lugar de fala.

Como moradora do Rio Grande do Sul, mais especificamente da capital Porto Alegre, coloca a cidade como em um apartheid social. Onde a população negra mestiça é colocada à margem. Para lutar contra isso, uniu-se com outros e realiza uma feira de hip hop mensal na cidade, todo segundo sábado do mês.

Perdeu os pais com uma diferença de três meses e coloca o sistema como culpado. Durante uma passagem pelo Rio de Janeiro, conseguiu um tempo e conversou com o Vivente Andante.

Com sua música, ela busca fortalecer a identidade negra e despertar consciências.

// Apresentação e roteiro: Alvaro Tallarico /// Edição: Rico Moraes /// Música de abertura e fechamento: 2 na praça - Da Praça /// Siga @viventeandante nas redes sociais /// Visite www.viventeandante.com

Play Now

João Mantuano falou sobre sua vida e como a arte funciona para ele. Ainda por cima, tocou o lançamento "Televisão".

Aliás, João é filho do casal de bailarinos Paulo Mantuano e Márcia Feijó. Paulo fez parte da Intrépida Trupe, formada na década de 1980 por artistas originários da Escola Nacional de Circo. Enquanto Márcia, após integrar companhias como o Grupo Corpo, atualmente é vice-diretora da Faculdade de Dança Angel Vianna, no Rio de Janeiro. 

Uma das bandas da qual faz parte, a 13.7 mistura ritmos diversos como samba e blues com rock e MPB, às vezes lembrando foxtrot ou jazz cigano. João Mantuano faz parte do selo musical Porangareté.

// Apresentação e roteiro: Alvaro Tallarico /// Foto por Alvaro Tallarico // Edição: Rico Moraes /// Gravado na Pato Rouco Records // Música de abertura e fechamento: 2 na praça - Da Praça /// Siga @viventeandante nas redes sociais /// Visite www.viventeandante.com

Play Now

As aventuras da jornalista cultural feminista Chris Fuscaldo, escritora das discobiografias dos Mutantes e Legião Urbana. Ela também está produzindo a biografia do Zé Ramalho, aproveita o papo e conta causos desse grande artista junto com a dificuldade da pesquisa e a finalização da obra.

Inclusive, a jornalista fala também sobre sua paixão pela música brasileira e o estudo acadêmico de Etnomusicologia, além de Literatura, Cultura e Contemporaneidade. Ainda dá dicas para quem gosta de jornalismo e sugere as possibilidades que existem atualmente no ramo.

Trabalhou publicando matérias nos jornais O Globo e Extra (também em seus respectivos sites), e em diversas revistas como Rolling Stone, MTV e OutraCoisa. Cobriu vários e importantes festivais como Ceará Music, Festival de Verão, Mada, Rock in Rio. Aliás, assinou uma coluna de discos no jornal Extra. Em 2015, foi responsável pela pesquisa do livro Rock in Rio 30 Anos (Ed. 5W). Já em 2017, estreou como cantora e compositora no álbum Mundo Ficção. Além disso tudo, fez Assessoria de Imprensa para artistas variados.

Em suma: Chris Fuscaldo, escritora, cantautora, pesquisadora musical, jornalista e blogueira, escreveu um livro sobre Mutantes e outro sobre Legião Urbana, e é uma lutadora pela cultura, em especial, a brasileira. Saiba mais no site: http://chrisfuscaldo.com.br/.

// Apresentação e roteiro: Alvaro Tallarico /// Foto de Chris Fuscaldo por Tatynne Lauria // Edição: Rico Moraes /// Música de abertura e fechamento: 2 na praça - Da Praça /// Siga @viventeandante nas redes sociais /// Visite www.viventeandante.com

Play Now

André Tenório é professor de Filosofia. Escreveu o livro Falando em Português - A Filosofia na Linguagem da Gente. Essa obra literária busca aproximar a filosofia do leitor, de certa forma facilitando a linguagem filosófica sem subestimar ou banalizar. Inclusive usa diversas canções brasileiras para exemplificar temas e grandes filósofos. 

Tenório dá aulas no ensino médio desde o ano 2000 e acabou conhecendo realidades distintas dentre as escolas públicas e particulares que trabalha. Entre elas, a Escola Técnica Estadual Adolpho Bloch, da rede FAETEC. A partir desse aprendizado criou um livro que preza por ser didático e corajoso, até mesmo "abusado", como disse o próprio André Tenório. 

Realmente o livro é saboroso e não procura somente traduzir o que os filósofos disseram, mas sim traz interpretações e objetividade, ao mesmo tempo que conecta com a música brasileira. Apresenta muitas reflexões sobre o surgimento da filosofia. Esse professor assumiu como bandeira tornar a filosofia popular e acessível, fortalecendo a arte e criticando a má qualidade da cultura de massa. Ele acredita que a arte pode ser divertida e ao mesmo tempo esclarecedora. Martin Heidegger dizia que só era possível filosofar em grego e alemão. André Tenório discorda e fala em português.

// Apresentação e roteiro: Alvaro Tallarico /// Edição: Rico Moraes /// Música de abertura e fechamento: 2 na praça - Da Praça /// Siga @viventeandante nas redes sociais /// Visite viventeandante.com

Play Now

Marcelo Monteiro é Ogan, Babalaô e estudioso da cultura africana. Nessa entrevista para Alvaro Tallarico, falou sobre mitologia africana, os Pretos Novos, apropriação cultural, política, resgate histórico e pensamento crítico. Marcelo busca levar para a sociedade, por meio da arte e de oficinas, a tradição cultural iorubá, contribuindo na divulgação e entendimento da ancestralidade africana, tão importante na história do Brasil.

A partir do conhecimento de Marcelo Monteiro sobre a Cosmogonia Africana e sua união com a bailarina e coreógrafa Aninha Catão, surgiu o espetáculo Cosmogonia Africana, a Visão de Mundo do Povo Iorubá. A exibição conta com passos de dança dotados de muita fluidez e harmonia que transportam o espectador para o mundo das divindades africanas.

Cada Orixá tem seu momento especial na peça. De maneira poética, quase mística, mostra ao público como os africanos iorubás enxergam a criação do universo. A música é ao vivo o tempo todo. O som dos tambores vai ditando o espetáculo carregando coreografias típicas da cultura afro-brasileira que em cada momento trazem simbologias distintas, como os elementos primordiais da natureza: fogo, terra, ar e água. Os ancestrais relacionados a tais elementos são apresentados um a um e também interagem entre si.

// Apresentação e roteiro: Alvaro Tallarico /// Gravado na Pato Rouco Records /// Edição: Rico Moraes /// Música de abertura e fechamento: 2 na praça - Da Praça /// Logo Vivente Andante por Pedro Pinheiro /// Siga @viventeandante nas redes sociais /// Visite www.viventeandante.com

 

Play Now

Nessa entrevista, o percussionista Zinho Brown conta como saiu de Salvador e percorreu o Brasil buscando os ritmos africanos. Como bom professor, nesse papo, explica cada instrumento e seus papéis no encaixe dos ritmos. Zinho procurou descobrir em suas pesquisas de que nações específicas são as batidas usadas nas casas de candomblé como Ketu, Jeje, Efon e Angola. Ele tem doutorado em História e Cultura Afro-folclórica Brasileira e Africana. Também realizou um trabalho de estudo na Universidade Federal do Rio Grande do Norte dentro do grupo parafolclórico. Zinho explica sua visão da natureza, a espiritualidade e o papel do Ogan em conjunção com a percussão na ritualística religiosa.

O candomblé como epistemologia do conhecimento da natureza. Zinho morou nos Estados Unidos e tocava os ritmos do candomblé em Novas Orleans com a galera da Soul Music. Brown buscou estudar para entender como mesclar a parte científica e orgânica da musicalidade. Um dos seus grandes desafios foi recriar e conservar os conhecimentos deixados pelos ancestrais. 

O músico traz ainda todo o aprendizado dos ritmos latino-americanos como um viajante da percussão e fala sobre suas aulas nas oficinas de Candomblé na Maracatu Brasil com toda sua irreverência e simpatia. Ao fundo do bate-papo é possível escutar o Jazz Brasil, projeto de Zinho Brown que une percussão brasileira com os instrumentos do jazz.

// Apresentação e roteiro: Alvaro Tallarico /// Gravado na Pato Rouco Records /// Edição: Rico Moraes /// Música de abertura e fechamento: 2 na praça - Da Praça /// Música de fundo: Jazz Brasil, de Zinho Brown // Logo Vivente Andante por Pedro Pinheiro /// Siga @viventeandante nas redes sociais /// Visite viventeandante.com

 

Play Now

Dandara Batista, jornalista, apresentadora de televisão, chef de cozinha. A artista da gastronomia se uniu com empreendedores focados na linha africana e começou o projeto Afro Gourmet que acabou virando um restaurante em 2018, no bairro do Grajáu, no Rio de Janeiro. Aqui fala sobre o racismo contra a comida de raiz africana e a participação em um reality show de gastronomia.

Aliás, Dandara é uma mochileira dos países da África em sua busca por temperos e frutas. Já passou por Cabo Verde, Angola, São Tomé e Príncipe e tem muitos outros planos. E que papo é esse que alguns tentam inventar que a feijoada não tem origem africana? Polêmica no ar. Comenta sobre as pautas específicas do feminismo negro e as dificuldades no Brasil.

Dandara define seu trabalho como gastronomia de resistência, uma forma de resgatar e se conectar com sua ancestralidade. Normalmente, brasileiros de origem portuguesa ou italiana conhecem melhor as suas raízes e de onde vieram suas famílias. Contudo, isso dificilmente acontece com os negros. A partir disso, procura essa conexão com a ancestralidade e a memória afetiva através da gastronomia.

 

O Afro Gourmet é um dos primeiros restaurantes de comida africana no Rio de Janeiro. Vatapá, Caruru, Acarajé, e outros pratos, como a Cachupa, caldo tradicional de Cabo Verde que mescla vários tipos de feijões, milho branco e carne de porco.

Ainda por cima, o restaurante também apresenta opções veganas, como um arroz cremoso feito com leite de coco e o Ngombe, que começou a ser feito no Dia da Consciência Negra. A saber, é um nhoque de banana-da-terra frito com molho de tomate e cogumelo, diretamente da culinária do Congo.

As entradas também variam, tem dia que tem sarapatéu, comida típica nordestina; caldo de sururu, puxando da Bahia novamente, e tantas outras. Para beber, escolhi um suco de abacaxi, da fruta mesmo, feito na hora. Dandara explicou que sempre tentam utilizar frutas da época, em especial as nordestinas, como carambola e graviola. Enquanto bebia e me deliciava com a espumosidade, percebi com mais atenção o desenho que tem logo na entrada do restaurante, inspirado em uma foto tirada pela própria chef Dandara Batista quando foi visitar a Angola. É a árvore imbondeiro, essa, especificamente, fica em frente ao Museu da Escravatura. Aliás, é uma árvore típica africana encontrada nas savanas quentes e secas da África subsariana, mas que também aparece em zonas de cultivo e áreas povoadas. Tudo a ver com a proposta do restaurante.

// Apresentação e roteiro: Alvaro Tallarico /// Gravado na Pato Rouco Records /// Edição: Rico Moraes /// Música de abertura e fechamento: 2 na praça - Da Praça /// Logo Vivente Andante por Pedro Pinheiro /// Siga @viventeandante nas redes sociais /// Visite viventeandante.com

 

Play Now

Ricardo Schott e Luciano Cirne foram entrevistados para o Vivente Andante por Alvaro Tallarico. Falaram sobre o site de jornalismo cultural Pop Fantasma, o qual procura focar em personagens desconhecidos da cultura rock e pop. Garimpam pautas diferentes do mundo inteiro. Eles se descrevem como um jornalismo pop marginal. Nesse bate-papo eles contaram diversas histórias sobre algumas das figuras que descobriram nesse tempo de existência e as matérias mais marcantes.

Analisaram o momento cultural do país e da atual formatação do mercado que parece buscar a repetição. Os jornalistas foram entrevistados após darem uma palestra em um festival de cinema e, inclusive, deram dicas sobre outros sites que fazem esse tipo de trabalho com garimpo de fatos inusitados da cultura pop.

// Apresentação e edição: Alvaro Tallarico /// Siga @viventeandante nas redes sociais /// Visite www.viventeandante.com

Play Now

Flávio Augusto Ferreira da Costa, mais conhecido como Flávio Ferreira, é um diretor de fotografia, professor Cinematográfico e consultor de Cinematografia Digital brasileiro nascido no Rio de Janeiro (RJ) em 14 de janeiro de 1958. Especializou-se em cinematografia através de diversos cursos técnicos, fotografia e iluminação com Fernando Duarte na Escola de Artes Visuais do Parque Lage (RJ), Estética Fotográfica com Constance Brenner na E.A.V. do Parque Lage-RJ, Curso Avançado de Laboratório Fotográfico no Centro Universitário de Fotografia da PUC-RJ, roteiro na PUC-Rio, com Alfredo Oros, e na Aliança Francesa com Ilias Evremidis, assistência de direção e de câmera no SATED, além de ter estagiado na Herbert Richers como assistente de montagem e câmera.

Iniciou sua carreira cinematográfica como assistente de câmera no curta Infinitas Conquistas de Enrica Bernadelli, em 1976. Logo depois, foi assistente de fotógrafos consagrados como Walter Carvalho, Zequinha Mauro, Fernando Duarte, José Medeiros e Ronaldo Nunes, com quem aprendeu muito.

Estreou como Diretor de Fotografia em 1979 no documentário A Lenda do Rei Sebastião, de Roberto Machado Jr..

Em 1982, coproduziu e fotografou o filme Terra, a Medida do Ter, de Maria Helena Saldanha. Desde os anos 1980 ministra palestras, cursos e oficinas sobre fotografia e cinematografia digital.

Fez diversos programas de canais a cabo como: Discovery Channel, GNT, Canal Brasil, BBC, ITV, Futura, NGC, AXN e a PBS.

Realizou  parcerias bem-sucedidas com diretores como Walter Avancini, Eduardo Escorel, Zelito Viana, Sérgio Bernardes Filho, Maria Luiza Aboim, Walter Campos, Sandra Werneck, Belisário Franca, Richard Lester, João Alegria, André Horta, Roberto Berliner, Sandra Kogut, Adolfo Rosenthal, Jonathan Curling, Pompeu Aguiar, Fernando Severo, Katia Lund, Tisuka Yamasaki, entre outros.

Além disso, participou de vários documentários e clipes musicais de artistas como Gilberto Gil, Paul McCartney, Paulo Moura, Sting, Paralamas do Sucesso, Dionne Warwick, Paula Toller, Caetano Veloso, Rush, O Rappa, Maria Bethânia e Gabriel, O Pensador.

Nos últimos anos, teve destacada atuação como consultor de cinematografia digital em filmes como Separações (2002), de Domingos Oliveira, Língua – Vidas em Português (2003), de Victor Lopes, Justiça (2004), de Maria Augusta Ramos, Gatão de Meia Idade (2005), de Antonio Carlos Fontoura, Meu Primeiro Contato (2007), de Mari Corrêa e Karané Ikpeng, Atabaques Nzinga (2008), de Octávio Bezerra, Brasileirinho (2009),de Mika Kaurismäki, entre outros.

Tem carreira de destaque na televisão desde os anos 1990, ao assinar a fotografia de programas, novelas e minisséries de sucesso como Xica da Silva, pela TV Manchete, O Cravo e a Rosa e Brasil Legal, Brava Gente Brasileira pela TV Globo, Free Jazz Festival, pelo Multishow, Passagem Para, pela Futura, Letras Brasileiras, pelo Canal Brasil, etc. Participou como finalista do EMMY Internacional (2000) com as séries internacionais Eco Aventura Amazônica, pela Discovery e Música do Brasil, pela MTV.

Play Now

Quem é Tântrica Santina? Qual o papel do teatro? Rita Rocha, atriz, diretora teatral, desenhista, e Alhandra dos Santos, também atriz, diretora teatral, assistente de direção, foram entrevistadas para o Vivente Andante e falaram sobre experiência teatral, política, cultura e arte. Além disso, comentaram também sobre o trabalho na peça Tântrica Santina forjada em sangue a sorte imaculada e um homem, a qual traz, em uma atuação visceral, Rita Rocha realizando um monólogo em cima da dramaturgia de Thor Vaz. Alhandra dos Santos, assistente de produção e direção começa o espetáculo lendo uma introdução que convida o público a rodear o centro do palco onde a protagonista atua. É uma proposta que visa uma experimentação e uma interação, permitindo pontos de vistas diferentes para os espectadores que aceitam a vivência. Despertou a curiosidade? Ouça a entrevista :)

// Apresentação e roteiro: Alvaro Tallarico /// Gravado na Pato Rouco Records /// Edição: Rico Moraes /// Música de abertura e fechamento: 2 na praça - Da Praça /// Logo Vivente Andante por Pedro Pinheiro /// Siga @viventeandante nas redes sociais /// Visite viventeandante.com

Play Now

O Vovô Vegano explica o veganismo. É radical? Ademais, fala sobre vegetarianismo e a defesa dos direitos dos animais. José Matos, mais conhecido como Vovô Vegano, tem 73 anos, e vem participando de diversas feiras e eventos exaltando a compaixão pelos animais e a relevância da filosofia vegana. 

Em março de 2017, teve a ideia de espalhar seus pensamentos pelas redes sociais através do @vovovegano, alcançando mais pessoas a cada dia. Nessa entrevista para o programa Vivente Andante, explica do seu jeito irreverente o que sabe sobre o vegetarianismo e o veganismo, o motivo de seguir esse caminho e a questão da crueldade contra os animais, a indústria do leite e do queijo. Além disso, como a leitura de um livro mudou sua vida e a pesquisa pela internet ajudou na sua nova filosofia de vida.

/// Apresentação e roteiro: Alvaro Tallarico /// Gravado na Pato Rouco Records /// Edição: Rico Moraes /// Música de abertura e fechamento: 2 na praça - Da Praça /// Foto por Alvaro Tallarico /// Logo Vivente Andante por Pedro Pinheiro /// Siga @viventeandante nas redes sociais /// Visite viventeandante.com

Play Now
Podbean App

Play this podcast on Podbean App